sem pedir a graça do bem ou temer o mal da sorte.
Vozes do mar, gemidos do vento
caem como soluços humanos
na quietude dos meus pensamentos.
Meus olhos vêem a angústia que habita o imenso do horizonte,
que dorme na copa das árvores,
deita-se nas águas dos rios e borbulha na boca das fontes.
Do ilimitado do universo um canto poderoso
estanca meus movimentos e para meus desejos,
e novamente cai sobre mim um vácuo eterno e tenebroso.
(Adalgisa Nery)

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