que estava nas labutas do coração.
Esmerilhei o limbo doloso, indigesto
do quarto secreto da solidão.
Vi que mal cabe na alma os lampejos, fulgurados,
da saudade indevida, que na vida
pensei não existir dentro de mim, enganado
pelas próprias e não tácitas palavras fluía.
Como saco roto sinto minh'alma,
vazia e informe, triste e sádica.
No breu do muro me deparo sem forma
Outrora era meramente rica e púdica
dirigida por belos impulsos de graça
agora poço e lama ao redor a cerca.
(Rone Honorio)

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