Possui a força para brilhar ou turvar uma visão desavisada.
Porém, é esclarecedor quando à luz da graça ilumina a vida pela amizade,
Um tom de liberdade frisa a alma e inebria a vida na existência.
Um júbilo urge na voz franzina do pequeno ser.
Livre, admira uma beleza fulgurante, irradiante,
Que vibra nas torrentes da fé, do amor e temência a Deus
(vitória, poder e força ao que crê).
Oh! amizade gloriosa, penhor e vitória daqueles que O buscam:
Mesmo que as pegadas deixadas empocem sangue,
Mesmo que a cruz tente enfraquecer as forças,
Mesmo que o 'cronos' encurte a visão.
Nas mãos da amizade, humana e divina, caminharás,
Iluminada pelo clarão divino, bordão às mãos e vista aos céus.
Oh! bondosa alma, de brandura e doçura invejável,
Que a piedade Altíssima conduza nesta viagem.
Que piedoso é o tempo para sarar-nos dos infortúnios
Para não calcarem os pés nos murmúrios infrutíferos,
A fim de que, tanto e tanto, dos lábios amistosos
As palavras de conselho e paz se agraciem.
Belas são as obras na mão do forte quando a meta é alcançar a glória da vitória.
Não qualquer vitória. Aquela vitória que o tempo tenta apagar,
Das grandes amizades escondidas no coração do Amado,
De tão secretas, são difíceis de encontrar...
Mas quem encontrou não consegue esconder a felicidade em tê-la.
Festeja, brilha, pula, faceja, alegra, entristece, briga, intriga, some...
Ao 'modus' pólen que dispersa, mas floresce mais intrigante,
Intenso e reluzente - em seus brotos - que antes.
Ajuntas-te ao tempo a saudade que não para,
De andar juntos sem as mazelas da malícia.
Sem esperar e cobrar a presença e o prazer de somente estar,
E se encantar com a maravilhosa graça de ser simplesmente amigo.
(Rone Honorio)
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