sábado, 18 de junho de 2016

A Guerra de Jó


No velho testamento são descritas muitas guerras, muitas batalhas corporais do povo de Deus contra povos inimigos, mas no livro de Jó (ou Job, significa "voltado sempre para Deus") é narrada uma história diferente, é uma guerra de um homem contra o adversário!
Em todo o livro nenhum inimigo na forma de homem se lança contra ele, mas o próprio inimigo de nossas almas...
Na forma da morte, matando os filhos de Jó.
Na forma da miséria, tirando toda a sua riqueza. 
Na forma da enfermidade, sendo o seu corpo tomado pela lepra.
Na forma da tentação, pois sua esposa o tentou a amaldiçoar seu Deus. 
Na forma de calúnias e injustiça, pois seus amigos falavam injúrias e palavras duras! E em todo tempo Deus esteve calado!
Não houve combates físicos, nem espadas, mas Jó travou uma guerra mais cruel e mais difícil do que qualquer outra! Uma guerra travada no silêncio de uma caverna... sozinho... cercado apenas por homens com línguas que machucavam mais que açoites, era só Jó face a face com o adversário... uma ilustração da nossa vida espiritual de hoje! Nós não pegamos em espadas e nem lanças, mas travamos uma terrível guerra no silêncio da nossa alma!
O inimigo destrói tudo a nossa volta, pessoas que amamos se voltam contra nós, amigos nos açoitam! E enfermidades espirituais... carnais, castigam nossa mente e corpo! E sentimos a dor da solidão, pois parece que até Deus nos deixa.
No início do livro Jó diz: "Quem dera que se cumprisse o meu desejo e Deus me desse o que espero"! Demorou, mas Deus cumpriu o desejo dele e acabou o silêncio. Quando findou a esperança, a alegria de viver, quando até aqueles que o açoitavam cansaram de machuca-lo e foram embora, quando só restava chegar a morte... Nesse momento Deus apareceu e virou seu cativeiro! Prova longa, cruel e solitária... travada na escuridão de uma caverna, mas a história desse justo terminou melhor do que o começo!
A história de um homem fiel e justo não pode acabar na escuridão e derrota, o inimigo não pode vencer e destruir o futuro dos escolhidos, porque a boca de quem ama a Deus nunca se abre para blasfemar, ainda que esteja em meio ao inferno desta vida terrena... ainda que tudo desmorone a sua volta e a morte o espere... ele não nega a Deus!
Vós vencereis também, irmãos e irmãs... servos do Deus altíssimo!

(D.R.)

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